marinheiro de primeira viagem na Câmara de Afogados da Ingazeira, o vereador Renaldo Lima foi bem comedido, entrava na Casa legislativa calado e saía mudo. Pegou uma legislatura com figuras ativas como Augusto Martins e Hamilton Marques, que faziam o debate. Renaldo, coitado, era apenas um espectador de um espetáculo que não lhe dizia respeito, pelo menos naquele início de vida pública.
A Câmara estava sempre cheia, com o povo ávido por ouvir as vozes de alguns parlamentares que não tinham papas na língua. Numa dessas sessões quentes, Renaldo estava bastante nervoso. Enquanto Hamilton falava, a bancada de Augusto rebatia em alto e bom som. Renaldo torcia para não ser chamado, mas o presidente da Casa à época, Erickson Torres, decidiu lhe passar a palavra sem aviso.
Diante de um público cheio de expectativa, Renaldo ficou paralisado, gaguejando “alô som” sem parar, como se estivesse testando um microfone quebrado. O branco tomou conta dele, e a tensão era palpável. Quando o Presidente perguntou se ele queria trocar de microfone, Renaldo, apavorado respondeu que preferia passar seu tempo para Augusto Martins.
O microfone, no entanto, caiu de suas mãos, e a risada foi geral. O pobre Renaldo parecia estar com uma brasa na mão, enquanto todos se divertiam com seu mico. Era uma cena digna daquelas comédias que a gente só vê na política!

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